As relações humanas e a vida

Ao abordarmos aspectos voltados para o comportamento humano enveredamos pelo campo da autoestima envolvendo as relações intra e interpessoais. Nesse aspecto, enfrentamos diuturnamente situações que nos conduzem a conviver com comportamentos que nos levam a experimentar momentos de baixa ou alta estima.


A alta estima é um estado de espírito que faz com que estejamos de bem com o mundo e com o outro; já a baixa estima, é momento de depressão, que pode nos levar a situações de riscos e comportamentos martirizantes levando-nos a descontroles graves, comprometendo as relações com o “eu” e com o “outro” causando distúrbios psicológicos que podem levar a loucura.


Para tanto, temos que entender que a solução para todos esses problemas parte do próprio “eu”, pois é nele que está a respostas para a superação das dificuldades. Muitas vezes somos conduzidos a utilização da farmacoterapia, que pode se tornar apenas paliativo deixando muitas pessoas dependentes da euforia provocada pelo momento inicial do tratamento.


Em muitos casos, os transtornos são descarregados em terceiros, podendo ser filhos, cônjuges, familiares, amigos ou pessoas conviventes do nosso dia-a-dia. Sendo assim, torna-se importante uma educação voltada, para o desenvolvimento pessoal e interpessoal, levando crianças, jovens, adolescentes e adultos a uma vida saudável e produtiva.


Assim como a vida a partir do nascimento, quando vivemos deitados, engatinhamos, andamos e corremos, na vida emocional temos que aprender e superar etapas até atingir a vida produtiva e cumprir nossa missão na terra. Para tanto, alguns princípios ou mandamentos torna-se importante para a aquisição e desenvolvimento de uma vida saudável:



  1. Aprender a ser: ser pessoa humana e parte integrante de um mundo produtivo que vive em constante evolução, conhecedora dos seus direitos e deveres e de que seu direito vai até onde alcança o direito do outro;

  2. Aprender a conhecer: conhecer o mundo em todas suas formas e nuances, desde os aspectos físicos, aos humanos, espirituais e científicos, respeitando todas as formas de vida e a força da natureza;

  3. Aprender a fazer: Após aprender a ser e a conhecer chega o momento de aprender a fazer, que significa aplicar todos os aprendizados a partir dos conhecimentos adquiridos durante a vida, inclusive os científicos;

  4. Aprender a conviver: Para uma vida produtiva a partir do ser, conhecer e fazer torna-se importante conviver com o meio ambiente e com os outros, respeitando as forças advindas do meio e as individualidades dos outros.

  5. Aquisição de competências: Adquirir competências envolve muitos aprendizados passados durante a vida, com prioridade para os abordados acima, de forma conjunta, principalmente os aspectos ligados ao conhecimento;

  6. Aquisição de habilidades: Assim como as competências, as habilidades são conjuntos de forças que envolvem a aplicação prática, ou seja, fazer a partir dos conhecimentos adquiridos.

  7. Exercício da eficiência: Eficiência envolve o fazer, porém não apenas o fazer mais o saber fazer, a partir da aplicação dos conhecimentos adquiridos, que envolve, também, o ser e o conviver;

  8. Exercício da eficácia: A eficácia é o ápice da eficiência numa busca de uma melhor qualidade de vida e dos aspectos produtivos. Envolve além do saber fazer, executar nossas atividades de forma perfeita, ou seja, fazer bem feito;

  9. Definição de uma imagem: Vivemos em um mundo onde, querendo ou não, somos julgados diariamente. Para tanto, torna-se importante a construção de uma imagem que descortine espaços tanto na vida pessoal como na profissional;

10. Aprender a liderar: Exercer uma liderança significa aprender a conquistar espaços sem que seja de forma autoritária. É a influência interpessoal, exercida através de um processo de comunicação humana, com vista a um objetivo comum.


Para tanto, temos que assimilar uma compreensão da vida de forma prospectiva e contextualizada. Neste sentido, a vida em sociedade é um imperativo para o alcance de nossos objetivos. Entender o outro respeitando suas individualidades e seus pontos de vista são fundamentais para uma vida saudável, mesmo que o outro não comungue com a sua vida.


Assim como nossos filhos, que não educamos para o “eu” mais para o mundo, assim é a vida, porque os outros precisam mais de mim que o meu “eu” egoísta. Sendo assim, a vida mais importante é aquela vivida em sociedade e não a que atende apenas aos desejos pessoais.