Dirigente da Caterham vê 90% de chances da equipe correr no Grande Prêmio de Abu Dhabi

A Caterham tem 90% de chances de alinhar seus carros no GP de Abu Dhabi, o último da temporada, no próximo dia 23. Pelo menos foi o que disse Finbarr O’Connell, administrador da equipe, ao site britânico Crash.net.


Todos os valores arrecadados em contratos de patrocínios vão para a “vaquinha virtual”, o crowdfunding (financiamento coletivo), promovida pela Caterham. Na manhã desta sexta-feira, a arrecadação chegou aos 79% do valor estipulado. A ação termina nesta noite.


O que teremos e o que estamos negociando — e o motivo dessas coisas sempre irem até o fim — é que estamos negociando contratos de pilotos no momento e também contratos de patrocínio”, falou o irlandês.


“Foi acordado que estes fundos irão para a iniciativa do crowdfunding. Nós estamos esperançosos de que isso vai completar hoje e aumentar o valor substancialmente. De forma tão substancial que Henry Shinners (administrador-adjunto) e eu, se isso acontecer (a arrecadação total), tomaremos a decisão de tentar levantar a última parte do dinheiro para cobrir todos os custos da operação na próxima semana”, completou o otimista dirigente.


A confiança de O’Connell é tanta que a equipe de Leafield já organizou toda a logística para a viagem rumo a Abu Dhabi: “No momento, os containers estão sendo arrumados em Leafield pela equipe de corrida. Os caminhões estão a postos para levá-los para o aeroporto, então esse é o quão confiante estamos de que vamos para lá”.


Ainda segundo o irlandês, os acordos de patrocínios para a última corrida só foram possíveis graças ao financiamento coletivo: “Isso é só para uma corrida. Este é um financiamento comercial normal, mas, como este financiamento não existiria se não fosse a iniciativa original do crowdfunding, foi acordado que o benefício vai para o pote do crowdfunding”.


O dirigente também avisou que a iniciativa chamou a atenção de interessados na compra da Caterham, dando esperanças à equipe de participar do grid da próxima temporada: “Uma coisa que isso fez foi trazer duas ou três partes realmente interessadas para falar sobre a venda. São partes que não são multimilionários pensando ‘não seria legal?’, são pessoas com grandes ligações na indústria e com a F-1″.